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Alternativas de tratamento contra a depressão
Conviver com a depressão faz parte da realidade de muita gente. Ela não escolhe idade, raça ou classe social. A pessoa que se encontra em um quadro depressivo, normalmente está com um olhar negativo voltado para si e para o mundo. Tristeza, perda de estímulo pela vida, isolamento, dificuldade de fazer vínculos sociais são os principais problemas que o paciente sofre.
É importante distinguir os tipos de depressão. O psicólogo Cláudio Melo afirma que são três: primeiro, como sintoma de uma patologia mental, como esquizofrenia, transtorno bipolar ou transtorno de ansiedade. Há, também, a chamada síndrome depressiva, a doença propriamente dita; e o estado de ânimo depressivo, que pode acometer qualquer pessoa, ou seja, um “luto” pela perda de algo ou de um ideal, por exemplo.
Alguém que sofre de depressão deve buscar ajuda, orientação e, na maioria dos casos, tratamento. Porém, normalmente, os pacientes não seguem estas recomendações por acharem que não precisam, mas é preciso dar este primeiro passo. A depender do tipo e da intensidade, é necessário o acompanhamento medicamentoso e psicoterápico. O primeiro incide quimicamente no organismo e o segundo, alivia os pensamentos e as emoções negativas que desencadeiam os sintomas.
A atividade física é recomendada como coadjuvante no tratamento porque vai melhorar a auto-estima e ajudar na liberação de alguns neurotransmissores, como a endorfina, que minimizam os efeitos da depressão. Atividades como Pilates e teatro são positivas por serem em grupo. A interação das pessoas é benéfica e evita o isolamento.
PILATES
O método Pilates foi criado pelo alemão Joseph Hubertus Pilates durante a primeira guerra mundial. Ele passou a vida pesquisando o trabalho de corpo e foi um autodidata em ioga e anatomia. Foi prisioneiro numa ilha na Inglaterra, onde usava as camas de hospital, que tinham molas naquela época, para desenvolver um repertório de exercícios. Em 1923, Pilates mudou-se para os Estados Unidos, onde abriu seu primeiro estúdio e desenvolveu o método.
No Brasil, o Pilates foi trazido, primeiro, para a Bahia, em 1991, pela dançarina e coreógrafa Alice Becker. Segundo ela, ele transforma as pessoas de dentro para fora. Um dos principais objetivos do método é o despertar da consciência – de si próprio, do seu corpo no espaço, da presença do outro –, uma percepção de que somos feitos de energia. A forma com a qual nos movemos faz com que a gente modifique-se por dentro; muda, então, o jeito como a gente pensa, como percebe o mundo.
A proposta do trabalho de Pilates, conforme Alice Becker, é harmonizar os meridianos energéticos. Assim como a gente tem um fluxo circulatório, nervoso no corpo, existe um fluxo energético, provado pela física quântica, com pontos que bloqueiam ou liberam a energia. Esses meridianos afetam tanto os órgãos internos e o sistema musculoesquelético (ossos, tendões, músculos), como o sistema de pensar e entender o mundo.
Toda a produção química do corpo faz com que o praticante se sinta melhor devido às endorfinas e serotoninas que a gente produz quando se movimenta. No caso da depressão, ela aparece por um desequilíbrio, seja uma disfunção química, perda afetiva ou mudança radical de vida, e o Pilates equilibra corpo e mente. O Pilates é não só um ambiente de encontro, de fazer novas amizades, diferentemente do clima das academias convencionais, como propõe exercícios agradáveis a qualquer faixa etária.
TEATRO
Fazer um curso de teatro é, antes de tudo, abrir portas, sobretudo em pessoas introvertidas e tímidas. Sua prática, a depender da metodologia e do enfoque do instrutor, é enriquecedora do ponto de vista físico, emocional e psicológico. Para o diretor teatral Walter Rozadilla, que ministra cursos nesta área, o teatro não é terapia, mas sim terapêutico, assim como qualquer mergulho em encontrar o que ele chama de seu ser interior.
O teatro trás um melhor entend
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