| |
|
| |
| |
Pilates
Fonte: Jornal do Brasil - Suplemento Vida- 04/09/2004 Maria Vianna
Há cerca de dois anos, pouca gente imaginava o que era pilates. Ao deparar com as camas altas articuladas por molas, desavisados poderiam supor que entravam em réplicas de salas de tortura. Hoje, de pequenos estúdios a grandes academias, o método criado pelo alemão Joseph Pilates está em toda parte, respondendo à demanda de uma legião de praticantes interessados nos benefícios alardeados pela imprensa e pelo boca a boca.
Infelizmente, além de profissionais bem formados, a explosão do pilates deu espaço, também, para pessoas que viram no método apenas um bom filão e, sem a devida capacitação, acabam expondo os alunos a sérios riscos para a saúde. Um trabalho mal orientado pode gerar lesões gravíssimas, aponta Marion Kelson, coordenadora do Gestos, espaço que oferece aulas do pilates. Pilates não é malhação e exige um trabalho de conscientização corporal muito sério, completa.
A prática une movimentos de solo e nos aparelhos, em que força e flexibilidade são exercitadas simultaneamente. O foco mais intenso do trabalho é o fortalecimento do tronco e do abdome, centro do corpo. Entre os principais efeitos do método estão o ganho de força muscular, o alongamento e a flexibilidade. A prática também traz excelentes resultados na recuperação de movimentos de pessoas com problemas de coluna ou alívio para lesões musculares, por exemplo.
A fisioterapeuta Mariane Mendonça melhorou das dores na coluna, e recomenda a prática para seus pacientes. Foi o pilates que melhorou as dores lombares do economista João Felipe Prado, de 56 anos, adquiridas na musculação. Por falta de orientação durante a prática dos exercícios, Prado comprimiu alguns discos da coluna. Fui a vários especialistas, entre eles três ortopedistas diferentes. Fiz shiatsu, acupuntura e RPG, mas nada funcionava. Só na segunda tentativa com o pilates, sob a orientação da fisioterapeuta Adriana Heineman, teve o alívio que procurava. Sinto-me outra pessoa. Hoje, corro 8km antes das sessões de pilates, conta. Recentemente, Prado passou por uma cirurgia no ombro. Em vez da fisioterapia, optou pelo pilates e teve uma ótima recuperação.
O ator Sérgio Marone também é fã de carteirinha das aulas de pilates. Com 1,93m de altura, Marone procurou a técnica porque vivia com dores na coluna e nos joelhos. Descobriu que a prática regular diminuía sua ansiedade nos palcos, melhorava capacidade respiratória e o deixava mais equilibrado. É um exercício inteligente, que deixa a musculatura muito mais bonita do que outros exercícios, acredita. Como os movimentos mexem com fibras musculares muito internas, mesmo quando é preciso interromper as aulas a musculatura se mantém definida. Recentemente, Marone machucou o joelho durante uma apresentação de teatro. Rompi ligamentos e morri de medo de ter que operar. Acabei me tratando com fisioterapia e pilates, e hoje meu joelho voltou ao normal, conta ele, que pratica uma vez por semana. Acho o pilates tão prazeroso que nem considero aula, é um momento que encontro para relaxar, revela. Bem feito, o pilates é o céu. Mas também pode ser o inferno, já que os danos possíveis são inúmeros. Para evitar que o aluno se machuque, é fundamental um minucioso alinhamento postural a cada movimento, explica a professora de pilates Ane Benati, formada em Educação Física.
A aposentada Neide Miranda Rila, 64, descobriu a dolorosa diferença entre um pilates bem orientado de um trabalho menos cuidadoso. Neide iniciou a prática por causa de um desvio na bacia e um início de artrose e, durante um ano, sentiu-se ótima fazendo aulas específicas para sua idade e seus problemas de saúde. Quando seu professor mudou de academia, a aposentada resolveu experimentar um estúdio próximo a sua casa. Logo nas primeiras aulas vi que eu sabia mais do que o professor. Ficava insegura vendo os instrutores estudando nos intervalos das aulas, lembra
|
|
Envie esta notícia
|
|
 |
|
|
|